Artigos

Luzes, câmera, ação! Vai começar a encenação?!

Engano, falsidade, mentira, fraude, embuste, trollagem. Não importa a unidade da língua, o que parece estar claro é que, em síntese, essa roupagem cabe em praticamente todos os tipos de personagens.

Artigos

Sonho de consumo: em quantas parcelas?

A popularização dos cartões de crédito ao longo dos últimos anos acompanha a tendência de evolução da sociedade de consumo. De acordo com a Associação Nacional de Crédito e Serviços (Abecs), os gastos via cartões aumentaram 33% em 2021. Esse dispositivo de crédito funciona como um meio de manutenção do estilo de vida, e há quem diga que o cartão de crédito possibilita, de fato, a realização de consumo das pessoas.

Filosofia

Águas de março

Verão combina com férias e praia. Infelizmente, sobretudo no Sudeste do país, a estação quente vem junto de temporais e enchentes, deslizamentos e escombros, mortos e desabrigados. A cada ano a história se repete, culminando às vezes em tragédias como as deste ano.

Artigos

Quando o jovem perde, nós também perdemos

Terminar o ensino médio, ingressar em uma universidade e conseguir um bom emprego é um ideal que parece estar muito distante da realidade dos jovens brasileiros. A crise econômica que foi agravada pela crise sanitária decorrente da pandemia de coronavírus piorou ainda mais o acesso à educação de qualidade e ao mercado de trabalho no Brasil, o que provocou um disparo no número de jovens que não estudam nem trabalham, os chamados “nem-nem”.

Artigos

Animais que mentem

Esta é uma história sobre animais que mentem, mais especificamente, sobre o homo sapiens, espécie que se destacou das demais pela autoconsciência, racionalidade e sapiência. Assim, o arranjo de palavras que nas próximas linhas se anuncia deveria, ao menos em primazia, prenunciar algum tipo de evolução, mas, ao que tudo vai indicar, e aqui atrevo-me a adiantar, pode ser que tenhamos a revelação de um cenário contrário, qual seja, uma involução. Será? Vejamos…

Artigos

90 Anos do voto feminino no Brasil

O ano é 1932. Após muitos esforços dos brasileiros, o Brasil ganha o seu primeiro Código Eleitoral, e com a promulgação do decreto nº 21.760, de Getúlio Vargas, as mulheres solteiras e maiores de 21 anos conquistaram o direito de votar e se candidatar a cargos políticos. Algum tempo depois, em 1934, uma mulher ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados pela primeira vez: Carlota Pereira de Queiróz, primeira deputada federal do Brasil, eleita pelo voto popular.

Artigos

Só resignação ou “aí tem coisa!”

Recentemente li uma matéria na revista piauí, com ‘p’ minúsculo mesmo, publicada na edição nº 185, de fevereiro de 2022. A reportagem é sobre o maior empresário da música sertaneja brasileira, Wander Oliveira, um goiano de 52 anos. Se ele tivesse nascido nos Estados Unidos seria um perfeito representante do self-made man.

Filosofia

A alegria entre quatro linhas

Finamente, retornam as paixões proporcionadas pelo esporte mais popular do planeta. Para quem ama e acompanha o futebol — esporte de origem bretã que alguns puristas do vernáculo propuseram denominarmos “ludopédio” —, janeiro é momento de acalmar os ânimos, após o fim da temporada, e curtir a encantadora Copinha (a Copa São Paulo de Juniores). Mas chega fevereiro e tudo recomeça com os campeonatos estaduais.

Artigos

Distopia metropolitana

Em uma incerta madrugada de sonhos semeados ao longe, levantei de súbito, assustado com os ventos premonitórios, e calcei as pantufas macias ao lado da cama. Ao primeiro toque da pele contra a superfície, tive a certeza de que as pantufas, reconhecidas há meses de uso, não eram minhas.

Filosofia

O ano da má fortuna em dobro

Um pensador deveras injustiçado pela fama é o florentino Nicolau Maquiavel (1469-1527). Até hoje seu nome está associado a uma imagem sinistra. “Maquiavélico” é quem trama e engana, um calculista despido de valores; a personificação do capeta. Contudo, essa representação não é justa. É verdade que, contra o senso comum, Maquiavel não concebe como tragédia um político ocasionalmente desrespeitar critérios provenientes de fora do próprio campo da política. A completa sinceridade, por exemplo, pode ter grande valor na vida privada; na vida pública, nem sempre. Não está aí, porém, a marca principal do líder político maquiaveliano (o que pouco tem a ver com “maquiavélico”).