Sociedade
Luzes, câmera, ação! Vai começar a encenação?!
- . 27 de abril de 2022
Engano, falsidade, mentira, fraude, embuste, trollagem. Não importa a unidade da língua, o que parece estar claro é que, em síntese, essa roupagem cabe em praticamente todos os tipos de personagens.
Sonho de consumo: em quantas parcelas?
- . 22 de abril de 2022
A popularização dos cartões de crédito ao longo dos últimos anos acompanha a tendência de evolução da sociedade de consumo. De acordo com a Associação Nacional de Crédito e Serviços (Abecs), os gastos via cartões aumentaram 33% em 2021. Esse dispositivo de crédito funciona como um meio de manutenção do estilo de vida, e há quem diga que o cartão de crédito possibilita, de fato, a realização de consumo das pessoas.
Águas de março
- . 12 de abril de 2022
Verão combina com férias e praia. Infelizmente, sobretudo no Sudeste do país, a estação quente vem junto de temporais e enchentes, deslizamentos e escombros, mortos e desabrigados. A cada ano a história se repete, culminando às vezes em tragédias como as deste ano.
Quando o jovem perde, nós também perdemos
- . 4 de abril de 2022
Terminar o ensino médio, ingressar em uma universidade e conseguir um bom emprego é um ideal que parece estar muito distante da realidade dos jovens brasileiros. A crise econômica que foi agravada pela crise sanitária decorrente da pandemia de coronavírus piorou ainda mais o acesso à educação de qualidade e ao mercado de trabalho no Brasil, o que provocou um disparo no número de jovens que não estudam nem trabalham, os chamados “nem-nem”.
Animais que mentem
- . 1 de abril de 2022
Esta é uma história sobre animais que mentem, mais especificamente, sobre o homo sapiens, espécie que se destacou das demais pela autoconsciência, racionalidade e sapiência. Assim, o arranjo de palavras que nas próximas linhas se anuncia deveria, ao menos em primazia, prenunciar algum tipo de evolução, mas, ao que tudo vai indicar, e aqui atrevo-me a adiantar, pode ser que tenhamos a revelação de um cenário contrário, qual seja, uma involução. Será? Vejamos…
90 Anos do voto feminino no Brasil
- . 14 de março de 2022
O ano é 1932. Após muitos esforços dos brasileiros, o Brasil ganha o seu primeiro Código Eleitoral, e com a promulgação do decreto nº 21.760, de Getúlio Vargas, as mulheres solteiras e maiores de 21 anos conquistaram o direito de votar e se candidatar a cargos políticos. Algum tempo depois, em 1934, uma mulher ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados pela primeira vez: Carlota Pereira de Queiróz, primeira deputada federal do Brasil, eleita pelo voto popular.
Só resignação ou “aí tem coisa!”
- . 25 de fevereiro de 2022
Recentemente li uma matéria na revista piauí, com ‘p’ minúsculo mesmo, publicada na edição nº 185, de fevereiro de 2022. A reportagem é sobre o maior empresário da música sertaneja brasileira, Wander Oliveira, um goiano de 52 anos. Se ele tivesse nascido nos Estados Unidos seria um perfeito representante do self-made man.
A alegria entre quatro linhas
- . 21 de fevereiro de 2022
Finamente, retornam as paixões proporcionadas pelo esporte mais popular do planeta. Para quem ama e acompanha o futebol — esporte de origem bretã que alguns puristas do vernáculo propuseram denominarmos “ludopédio” —, janeiro é momento de acalmar os ânimos, após o fim da temporada, e curtir a encantadora Copinha (a Copa São Paulo de Juniores). Mas chega fevereiro e tudo recomeça com os campeonatos estaduais.
Distopia metropolitana
- . 10 de fevereiro de 2022
Em uma incerta madrugada de sonhos semeados ao longe, levantei de súbito, assustado com os ventos premonitórios, e calcei as pantufas macias ao lado da cama. Ao primeiro toque da pele contra a superfície, tive a certeza de que as pantufas, reconhecidas há meses de uso, não eram minhas.
O ano da má fortuna em dobro
- . 26 de janeiro de 2022
Um pensador deveras injustiçado pela fama é o florentino Nicolau Maquiavel (1469-1527). Até hoje seu nome está associado a uma imagem sinistra. “Maquiavélico” é quem trama e engana, um calculista despido de valores; a personificação do capeta. Contudo, essa representação não é justa. É verdade que, contra o senso comum, Maquiavel não concebe como tragédia um político ocasionalmente desrespeitar critérios provenientes de fora do próprio campo da política. A completa sinceridade, por exemplo, pode ter grande valor na vida privada; na vida pública, nem sempre. Não está aí, porém, a marca principal do líder político maquiaveliano (o que pouco tem a ver com “maquiavélico”).