Sociedade
Inédita Pamonha #69 – Rousseau, política e sociedade
- . 12 de agosto de 2021
Neste podcast: Clóvis de Barros Filho aborda o Contrato Social de Jean-Jacques Rousseau e fala sobre os desafios da vida em sociedade.
De tela em tela
- . 9 de agosto de 2021
O ensino a distância tem produzido impactos gigantescos na vida de alunos e professores de todos os níveis do ensino. Se, por um lado, esse formato possibilitou grande acessibilidade, por outro, estamos exaustos de passar o dia saltando de uma tela à outra: a aula se dá no notebook; as interações com os colegas, no celular; as leituras, no e-book; e até o teatro, o cinema e a música encontram-se on-line. E nesse pular de galho em galho — ou de tela em tela —, não nos distanciamos o suficiente dos hábitos rotineiros para enxergar os impactos dessas experiências bidimensionais constantes em nossa vida social, na saúde e na mente.
Obedecer ou não?
- . 23 de julho de 2021
Em tempos de CPI, muita polêmica corre por causa da declaração de Eduardo Pazuello em que, ainda ministro da Saúde e ao lado do presidente da República, justificava assim seus atos: “É simples assim: um manda e o outro obedece”. Não vamos discutir o mérito da questão no varejo (fez isso ou não fez aquilo). Tomemos a tirada do general na medida em que exprime uma conjugação de dever de obediência e senso de hierarquia que torna “normal” e até meritória a correlação entre a ordem recebida e a sua execução — “ordem dada, ordem cumprida”, alguém da caserna diz. É essa simplicidade que não é “simples assim”.
A verdade em falso
- . 3 de julho de 2021
De tempos para cá, as fake news tornaram-se uma das questões mais controversas de nossa época. Tanto que, segundo alguns, vivemos na “era da pós-verdade”, ou seja, o momento em que se esvaneceram os critérios tradicionais que usávamos para distinguir verdade e falsidade, realidade e mentira ou ilusão.
O amor, eu e outras incógnitas
- . 24 de junho de 2021
Com o segundo ano desta pandemia, vem também o segundo dia dos namorados em quarentena. E, nessa data, todo o incentivo comercial ao amor romântico virá à tona novamente, já que as propagandas pouco consideram as condições em que nos encontramos quando se trata de lucrar. É o que constatamos ao relembrar o Natal, o Ano-novo e a Páscoa: a publicidade para comprar presentes, reunir-se em festas etc. resultou em variações do vírus, aumento de casos e mortes e a extensão da horrenda quarentena.
Pandemia e pobreza estrutural
- . 24 de maio de 2021
Um dos efeitos duradouros dessa pandemia será uma derrapada nas já insuficientes políticas públicas de combate à perpetuação da pobreza. Sabemos que romper um ciclo em que filhos de famílias socialmente desfavorecidas têm imensas dificuldades de ter um futuro melhor que seus pais implica investimentos em muitas áreas, principalmente em saúde e educação.
“Peternidade”
- . 22 de abril de 2021
Nos fins de semana, costumo caminhar ao sol em uma praça próxima a minha casa para sacudir um pouco o “bolor quarentenesco”, afinal, não há vitamina D que dê conta de um ano entocada entre quatro paredes. A praça é grande, tranquila, plana e com um extenso gramado cercado por árvores e banhado pelo sol da manhã.
Os habitantes de Quemlândia
- . 5 de abril de 2021
Em 2008, estreou nos cinemas o desenho animado Horton e o mundo dos quem! Horton é um elefante professor que acredita na ciência e passa boa parte do tempo contando histórias divertidas aos filhotes dos outros animais da floresta. Certo dia, ele escuta um pedido de socorro vindo de um minúsculo grão que vaga pelo ar. Após muito esforço, Horton consegue estabelecer contato com o grão e descobre que lá não só vive um microrganismo, mas uma cidade repleta deles, a Quemlândia, e que são governados por um prefeito.
Cotas raciais e sociais: ter ou não ter?
- . 26 de março de 2021
As instituições brasileiras atuais possuem sistemas de cotas raciais ou sociais ancorados em leis federais e, desde que entrou em vigor, este tema sempre foi alvo de discussões acaloradas, variando de apoio e aprovação até aversão e intolerância.
Resiliência social
- . 20 de janeiro de 2021
Que o brasileiro não é um exemplo de resiliência, todos já sabemos: povo afetuoso, de ganho imediato, com gingado e criatividade de sobra. Mas mesmo cientes disso, causou surpresa o que vimos nas últimas semanas: diante da segunda onda da pandemia provocando aumento significativo dos casos de Covid, de notícias de mutações do vírus e diante de pedidos enfáticos de profissionais da saúde para fortalecer o distanciamento social, o que fez o brasileiro? Festou, festou e festou.