Filosofia
Nossa mente é fruto de um coletivo
- . 11 de maio de 2022
Pensar parece uma das atividades mais íntimas que um ser humano pode ter. Porém, tal sensação é um engano gerado pelos limites restritos de nossa razão. Nossa mente é fruto de um coletivo.
Águas de março
- . 12 de abril de 2022
Verão combina com férias e praia. Infelizmente, sobretudo no Sudeste do país, a estação quente vem junto de temporais e enchentes, deslizamentos e escombros, mortos e desabrigados. A cada ano a história se repete, culminando às vezes em tragédias como as deste ano.
Trabalhar é modificar o mundo
- . 30 de março de 2022
Trabalho é a modificação do mundo. Quando assumimos as consequências das tarefas que desempenhamos, abrimos caminho para direcionar melhor os resultados daquilo que fazemos. Quando trabalhamos, devemos partir do princípio de que exercemos sobre o mundo uma ação consciente que visa uma mudança — muitas vezes com o objetivo de construir algo que antes não estava lá. Assumimos assim a responsabilidade sobre os frutos do nosso suor.
O amor está em toda parte
- . 23 de março de 2022
Para ter convicção de que o amor está em toda parte basta ir às plataformas das estações ou aos saguões dos aeroportos. A saudade ou a despedida não são outra coisa que não o sinal de um amor que se quer por perto. E os braços abertos quando encontramos o amigo ou a amiga, antes distante, são a expressão da felicidade em encontrar a quem se ama.
O fim do fim da história
- . 9 de março de 2022
Em 1989, Francis Fukuyama lançou uma interrogação ousada: teríamos alcançado o fim da história? (“The end of History?”, The National Interest). A sua resposta afirmativa ganhou ares proféticos graças à coincidência de surgir poucos meses antes da queda do muro de Berlim, em novembro daquele ano, que se tornou um marco do fim da Guerra Fria e a abertura de um novo momento da história mundial.
Viver com ética
- . 4 de março de 2022
Poderia a felicidade fundamentar eticamente nossas ações? Parece plausível que exista uma ligação entre o bem e a felicidade, porém, essa associação aparente pode ser facilmente questionada quando analisamos as ações morais com maior atenção.
A alegria entre quatro linhas
- . 21 de fevereiro de 2022
Finamente, retornam as paixões proporcionadas pelo esporte mais popular do planeta. Para quem ama e acompanha o futebol — esporte de origem bretã que alguns puristas do vernáculo propuseram denominarmos “ludopédio” —, janeiro é momento de acalmar os ânimos, após o fim da temporada, e curtir a encantadora Copinha (a Copa São Paulo de Juniores). Mas chega fevereiro e tudo recomeça com os campeonatos estaduais.
O ano da má fortuna em dobro
- . 26 de janeiro de 2022
Um pensador deveras injustiçado pela fama é o florentino Nicolau Maquiavel (1469-1527). Até hoje seu nome está associado a uma imagem sinistra. “Maquiavélico” é quem trama e engana, um calculista despido de valores; a personificação do capeta. Contudo, essa representação não é justa. É verdade que, contra o senso comum, Maquiavel não concebe como tragédia um político ocasionalmente desrespeitar critérios provenientes de fora do próprio campo da política. A completa sinceridade, por exemplo, pode ter grande valor na vida privada; na vida pública, nem sempre. Não está aí, porém, a marca principal do líder político maquiaveliano (o que pouco tem a ver com “maquiavélico”).
Passado, presente e futuro estão interligados
- . 30 de dezembro de 2021
Estamos inseridos num conjunto. Portanto, a ética deve levar em conta não apenas minha individualidade, mas também a coletividade da qual faço parte. Uma conduta ética pressupõe alteridade, pressupõe a presença do outro. E pressupõe, também, a responsabilidade que tenho sobre este outro e o impacto que minhas ações acarretarão sobre ele. E como pensar este outro senão como todo o conjunto de seres vivos? Porque o conceito ideal de vida deve conter todos os seres em sua multiplicidade e diversidade.
Confiar é apostar no incerto
- . 26 de dezembro de 2021
Fazer escolhas — e agir — é necessário. Diante de uma escola quase infinita de possibilidades, devemos tomar decisões que afetam não só a nossas vidas, mas também a daqueles que se relacionam conosco. Namorar ou continuar só? Trabalhar ou estudar? Insistir no aluguel ou pagar mais pela casa própria? Inúmeras são as circunstâncias da vida que exigem de nós algum nível de confiança no porvir.