Texto | RONALDO CAMPOS
A pequena cidade de Puerto Nariño, na Colômbia, às margens do rio Amazonas e próxima da fronteira com o Brasil, vive há quatro décadas um modelo único de mobilidade urbana: nenhum veículo motorizado de uso privado circula pelas ruas. A locomoção é feita a pé ou de bicicleta, e até o uso de motos é proibido.
Com cerca de 8 mil habitantes — 95% de origem indígena, das etnias ticuna, cocama e yagua —, o município adotou essa política em 1984, quando foi oficialmente criado. A medida reflete a vocação ecológica e turística da cidade, que busca preservar a floresta e promover qualidade de vida.
Atualmente, apenas um trator de coleta de lixo e uma ambulância são autorizados a circular. O restante do transporte é livre de motores, reforçando a convivência harmoniosa com o meio ambiente. Puerto Nariño também investe em gestão sustentável de resíduos e programas de reciclagem, embora ainda enfrente desafios no saneamento básico e no acesso à água tratada em comunidades mais afastadas.
O turismo sustentável é o principal motor econômico local: cerca de 1.300 visitantes, em sua maioria estrangeiros, chegam por mês. Em 2011, o município recebeu o selo de “Destino Turístico Sustentável”. Mesmo com recursos limitados, Puerto Nariño segue como exemplo inspirador de como pequenas comunidades podem unir mobilidade limpa, preservação ambiental e desenvolvimento social. ■
Fontes | DW Brasil e Terra | Informações consolidadas por IA
Diagramação | RONALDO CAMPOS
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