Texto | RONALDO CAMPOS
Fazer o bem parece simples. Mas, na prática, exige coragem, persistência e uma fé inabalável na capacidade humana de transformar realidades. É isso que torna a história da ONG Amigos do Bem tão inspiradora — e tão necessária em um país que ainda convive com abismos sociais profundos.
Criada em 1993 por Alcione Albanesi, uma empresária que decidiu trocar o conforto da zona urbana pelo desafio do sertão nordestino, a instituição nasceu do encontro entre a indignação e a ação. Diante da pobreza extrema de famílias que viviam sem água, educação ou perspectiva, Alcione entendeu que o assistencialismo não bastava. Era preciso investir em educação, trabalho e dignidade — os pilares sobre os quais se constrói uma mudança verdadeira.
Hoje, mais de três décadas depois, o Amigos do Bem atende centenas de comunidades nos estados de Alagoas, Pernambuco e Ceará. São milhares de pessoas com acesso a escolas, moradias, saúde, água potável e oportunidades de renda. O que impressiona não são apenas os números — e eles são expressivos —, mas a filosofia que sustenta o projeto: ensinar a pescar, e não apenas distribuir o peixe.
Em um país acostumado a esperar soluções de cima, o exemplo de Alcione mostra o poder do engajamento civil. Sua liderança inspira porque é feita de presença e trabalho, e não de discursos. Ela vai ao sertão, acompanha as famílias, conversa com as crianças, orienta os voluntários e mantém viva a chama de um ideal que resiste ao tempo e às dificuldades.
O Amigos do Bem é mais do que uma ONG: é uma lição de cidadania ativa e solidariedade inteligente. É a prova de que o Brasil pode, sim, combater a desigualdade com organização, ética e amor.
Talvez o maior legado de Alcione Albanesi seja justamente este: lembrar-nos de que o bem não é utopia — é construção diária, feita com coragem e mãos dispostas a transformar o impossível em futuro.■
Fontes | Época Negócios; Revista TAE; Observatório do Terceiro Setor; Tribuna Online; site oficial amigosdobem.org. Informações consolidadas por IA.
Diagramação | RONALDO CAMPOS
Foto | Wylly Suhendra/Unsplash