Por Anderson Borges Costa

Abri o ex-tojo de bem-quiagem
E me orgulhei de cabeça
Na chave de uma porta-jóia
Que abriu um armário
De dúvidas e
Reseios

Delineei
Meu tesão
Em um novo Teseu:
Um eu umbíguo
Que se firma e afirma com
Nãos e pés
Que desenham dias e moitas
Com um colorido pin céu
Nas ex-trelas
Ex-tetas,
Que são a base do meu roxo
Ex-malte

E coloca em xeque-mate
O falso brilho com que,
Lapisbaixo,
Eu, virado, vi atos
Sufocados dentro de minha
Paleta de sombras sobre ombros em obras

Um arco-íris, arco-olho, arcos sobrancelha de sobras,
Que beijam, com lábios imaginais,
O ex-pelo contrário
De meu batom do orgulho

Anderson Borges Costa, 28 de junho de 2023 – DIA INTERNACIONAL DO ORGULHO LGBTQIA+


Anderson Borges Costa
Formado e pós-graduado em Letras (Português/Inglês/Alemão) pela Universidade de São Paulo. Professor de Português e Literatura na Escola Internacional St. Nicholas. Escritor, autor dos romances Professoras, Rua Direita e Avenida Paulista, 22, do livro de contos O livro que não escrevi e de peças teatrais.

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