Por Kamilly Vitória Luz Dos Santos
O termo “instruído” nos remete a alguém que foi ensinado, e que consequentemente sabe executar determinada função. Desse ponto podemos partir refletindo, sobre não termos sido instruídos para a internet.
A internet em sua amplitude vai além de redes sociais, porém é nelas, que existe grande concentração de usuários, onde não há respeito a ética. Por serem comandadas por empresas, cujo objetivo é apenas visar o seu produto, não fomos instruídos para os possíveis “danos colaterais”.
O entendimento sobre nossos direitos e deveres nas redes, de lá não ser uma “terra de ninguém”, é urgente também aprendermos, para derrubar os algoritmos, indagar sobre o porquê de as empresas turbinarem “fake news”, pornografia, onda de cancelamento e cobrar políticas mais firmes em relação a proteção de crianças e adolescentes. O que temos ainda é muito pouco.
Duvido do real interesse das empresas na instrução dos seus usuários, porém se buscarmos mais sabedoria para tornar a internet um lugar bom e mais seguro, talvez assim nós consigamos colher os frutos da praticidade, utilidade e benefícios que a internet e as redes sociais trazem a todos nós.
Se nós conseguirmos mudar essa realidade, nós promoveremos debate e mudança para o futuro.
O nosso primeiro passo deve ser o inconformismo, a ética em todos os ambientes é essencial. “A consciência é o melhor livro de moral e o que menos se consulta” — Blaise Pascal.
Kamilly Vitória Luz Dos Santos é aluna do Colégio Estadual Tancredo Neves/RS e ficou em 4º lugar, na 5ª edição do Projeto Escrita 2021, com o texto A urgência de internautas instruídos. Clique aqui para saber mais sobre o Projeto Escrita.