Gledson Martins de Jesus
Quanto irá aprender a me ouvir?
Quando vai entender que o que vale não é o valor?
Precisa decidir se somos iguais ou se existe superior.
Precisa entender que tudo isso aí não é.
Precisa entender que o que é, é o que nunca poderá ser.
E justamente por não ser,
que pensar que é, é o maior dos pecados.
É no silencio que pode-se não ser.
No barulho do silêncio interno.
No escuro do clarão aberto.
Sinta a minha possibilidade.
Alinhe-se com o azedo da montanha dinâmica,
Flutuará entre universos, como uma partícula no espaço.
Nunca se apegue aos desejos.
Lembre-se da minha história, não da tua;
Faça tuas escolhas por mim, não por ti e teus prazeres.
Eu sou o que nunca poderá ser.
Caos.
No âmago da carne.
Bem longe da luz amarelada como páginas de livros antigos,
Que incidem nos meus trovões orgânicos,
Formando toda espécie de antiguidade sonora,
Que te enquadram, matematicamente, em teus reflexos.
Eu sou anti-forma.
Eu sou anti-fôrma.